sexta-feira, 21 de agosto de 2015

ATLETAS CAPIXABAS DE JIU-JITSU MOSTRAM A DIFICULDADE DE LUTAR FORA DO BRASIL

Por Mariana Scardua                                                                                                     Foto:Arquivo pessoal
Fernanda Amzzelli, Thiago Oliveira Pedro Paulo Agrizzi e Felipe “Pote” Simplício

Muitos atletas nos dias de hoje vão atrás de seus sonhos com pouco (ou nenhum) apoio financeiro. Vemos grandes talentos no esporte que não conseguem ir a grandes eventos por não possuírem estrutura para chegar lá. Os que conseguem, precisam arcar com todos os custos do próprio bolso. O Portal MMA Capixaba entrou em contato com alguns atletas capixabas para conhecer e entender como é viver e competir em outros países.

Felipe Simplício, conhecido por amigos e admiradores como “Pote”, faixa marrom 2 graus, passa todos os dias por grandes batalhas. Atualmente ele reside em Bethel, estado de Connecticut, Estados Unidos. Para conseguir chegar lá, Pote teve ajuda de um grande amigo em especial, Guilherme Nogueira, que auxiliou na ida e ainda ajuda a manter o foco em seus objetivos fora do Brasil. Pote mantém seus treinamentos na American Top Team em Danbury, com o Professor Luigi Mondelli, faixa preta conhecido por treinar vários lutadores de MMA, inclusive do UFC.

Neste período em solo norte-americano, Pote se sagrou campeão do NAGA, evento muito conhecido e sonhado por praticantes da arte suave. O capixaba também competiu no NY Summer Open NO GI, em Nova York, onde conquistou o 2º lugar no pódio. Apesar da distância de casa, Pote é enfático com a oportunidade e experiência nos EUA: “Tenho muita saudade da minha família e da minha namorada, mas se queremos algo, temos que sair da zona de conforto e ir atrás dos meus objetivos”.

Quando falamos de jiu-jitsu feminino no Espírito Santo, logo pensamos na atleta que trouxe o título de bicampeã mundial na faixa preta pela IBJJF(International Brazilian Jiu jitsu Federation), a lutadora Fernanda Mazzelli, que já passou por diversas experiências no exterior. Representante da equipe Striker, de Guarapari, a última competição internacional que Fernanda disputou foi o Mundial em Long Beach, Califórnia, EUA. Junto dela, estiveram no evento o faixa preta Thiago Oliveira, os marrons Pedro Paulo Agrizzi e Felipe “Pote” Simplício, além do juvenil azul Eduardo.

Quando Fernanda viaja aos Estados Unidos, sempre conta com o apoio da Brazilian Top Team, do professor e faixa preta Marcelo Perdomo. Lá, Mazzelli mantém seu treinamento e ainda troca informações e detalhes entre as técnicas aplicadas. “Ás vezes, em certa posição, não notamos um detalhe de uma pegada, de um gancho que faz toda a diferença”, acrescenta Fernanda.

Para a atleta, uma das maiores dificuldades fora do Brasil são os gastos com hospedagem, locomoção e alimentação, pois todos os custos são arcados do próprio bolso dos atletas. Quando conseguem algum tipo de apoio, seja patrocinador ou a família, não paga a viagem toda. Mazzelli conclui que todos os praticantes do jiu-jitsu devem ser sempre humildes, independente de faixa ou equipe. Muita das vezes somos bem recebidos em outras equipes aqui no Brasil ou fora devido ao nosso respeito, dentro e fora do tatame.

Fonte: Portal MMA Capixaba
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