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| Fernanda Amzzelli, Thiago Oliveira Pedro Paulo Agrizzi e Felipe “Pote” Simplício |
Muitos atletas nos dias de hoje vão atrás de seus sonhos
com pouco (ou nenhum) apoio financeiro. Vemos grandes talentos no esporte que
não conseguem ir a grandes eventos por não possuírem estrutura para chegar lá.
Os que conseguem, precisam arcar com todos os custos do próprio bolso. O Portal
MMA Capixaba entrou em contato com alguns atletas capixabas para conhecer e
entender como é viver e competir em outros países.
Felipe Simplício, conhecido por amigos e admiradores como
“Pote”, faixa marrom 2 graus, passa todos os dias por grandes batalhas. Atualmente
ele reside em Bethel, estado de Connecticut, Estados Unidos. Para conseguir
chegar lá, Pote teve ajuda de um grande amigo em especial, Guilherme Nogueira,
que auxiliou na ida e ainda ajuda a manter o foco em seus objetivos fora do Brasil.
Pote mantém seus treinamentos na American Top Team em Danbury, com o Professor
Luigi Mondelli, faixa preta conhecido por treinar vários lutadores de MMA,
inclusive do UFC.
Neste período em solo norte-americano, Pote se sagrou campeão
do NAGA, evento muito conhecido e sonhado por praticantes da arte suave. O capixaba
também competiu no NY Summer Open NO GI, em Nova York, onde conquistou o 2º
lugar no pódio. Apesar da distância de casa, Pote é enfático com a oportunidade
e experiência nos EUA: “Tenho muita saudade da minha família e da minha
namorada, mas se queremos algo, temos que sair da zona de conforto e ir atrás
dos meus objetivos”.
Quando falamos de jiu-jitsu feminino no Espírito Santo,
logo pensamos na atleta que trouxe o título de bicampeã mundial na faixa preta
pela IBJJF(International Brazilian Jiu jitsu Federation), a lutadora Fernanda
Mazzelli, que já passou por diversas experiências no exterior. Representante da
equipe Striker, de Guarapari, a última competição internacional que Fernanda disputou
foi o Mundial em Long Beach, Califórnia, EUA. Junto dela, estiveram no evento o
faixa preta Thiago Oliveira, os marrons Pedro Paulo Agrizzi e Felipe “Pote”
Simplício, além do juvenil azul Eduardo.
Quando Fernanda viaja aos Estados Unidos, sempre conta
com o apoio da Brazilian Top Team, do professor e faixa preta Marcelo Perdomo.
Lá, Mazzelli mantém seu treinamento e ainda troca informações e detalhes entre
as técnicas aplicadas. “Ás vezes, em certa posição, não notamos um detalhe de
uma pegada, de um gancho que faz toda a diferença”, acrescenta Fernanda.
Para a atleta, uma das maiores dificuldades fora do
Brasil são os gastos com hospedagem, locomoção e alimentação, pois todos os
custos são arcados do próprio bolso dos atletas. Quando conseguem algum tipo de
apoio, seja patrocinador ou a família, não paga a viagem toda. Mazzelli conclui
que todos os praticantes do jiu-jitsu devem ser sempre humildes, independente
de faixa ou equipe. Muita das vezes somos bem recebidos em outras equipes aqui
no Brasil ou fora devido ao nosso respeito, dentro e fora do tatame.
Fonte:
Portal MMA Capixaba
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